Daniel Aratangy. Agradecimento: Hotel Tryp Higienópolis

DEPOIS DA CRISE
Luana na quarta-feira passada, quando deu entrevista a ÉPOCA

Ela ama cerveja “porque é loura e gelada”. Luana Piovani, 32 anos, 1,78 metro, “está” loura platinada, mas é muito quente. Não tem um tufão nos quadris, mas nos braços longos e teatrais, nas pernas que cruzam e descruzam sem parar. Parecem tentáculos, que ela usa no palco e na vida. A maior arma de Luana é seu intenso amor por si mesma. E o escracho.

A pre-estréia de seu primeiro monólogo, Pássaro da Noite, no dia 22, no Teatro do Leblon, Rio de Janeiro, foi um acontecimento entre amigos. Planejado para reduzir sua insegurança. Adventista do Sétimo Dia, falou antes com Deus, a quem chama de seu “amigo invisível”. No palco, Luana já não era Alice nem Pequeno Príncipe, dois de seus últimos personagens infantis. Agora, é uma mulher madura que mistura tesão e melancolia, veste lingerie, mostra os seios, insinua o corpo e fala sobre homens.

Na platéia, estava o noivo, Dado Dolabella, quatro anos mais novo, a quem Luana, totalmente apaixonada, chamava de deuso. Os dois já tinham escolhido casa para morar, em São Conrado, e nome da filha, se fosse menina, Valentina. Na festa na boate 00, na Gávea, zona sul do Rio de Janeiro, às 3h30 da manhã, a carruagem virou abóbora. Seguranças e amigos da atriz disseram que Dado deu um tapa no rosto da noiva. Ela teria caído ao chão e fugido para o lounge. Luana descreve a cena. “Ele começou a gritar, inflou o peito. Eu não tenho sangue de barata, gritei também, e aí a santa Esmê (Esmeralda de Souza, 62 anos e 42 quilos, camareira do teatro) tentou me proteger. Dado a jogou longe, no chão”. Dona Esmê luxou os braços, está sem trabalhar e deu queixa. Se ficar mais de um mês sem trabalhar, será lesão corporal grave, e a pena é de um a cinco anos de prisão.